terça-feira, 20 de maio de 2014

A Cultura de Propriá-SE


Por Telmo Carlos de Oliveira
A cultura da Cidade de Propriá é vasta e arraigada na história da cidade. Ela é variada, apesar de estar em esquecimento, não se sabe quando surgiram as primeiras manifestações culturais dentro da sociedade propriaense, acredita-se que ela surgiu com os primeiros habitantes que se fixaram na região de Purupii. Sabemos e vivemos essa cultura e que ela é uma expressão do povo que habita a Princesinha do São Francisco. Dentro da cultura da cidade de Propriá se pode destacar;

Na culinária:
Os pratos feitos com o arroz visto que nesta cidade o arroz foi o carro chefe da economia no passado e a população usou esse grão para enriquecer as refeições diárias e em dias de celebrações. Temos como exemplo o cuscuz de arroz, o arroz- doce arroz de coco, arroz de leite. Dentre outros pratos à base do arroz.
O peixe também está ligado à culinária local visto que na cidade se tem a piscicultura como base da economia e em Propriá se prepara diversos tipos de pratos à base do peixe.
Temos também o doce de batata doce criado na cidade de onde se exporta para todo o Brasil.
A música da cidade tem vários nomes os quais se destacam em festividades locais e regionais, tais como: Gil Monte, Banzo, Wilson Nunes e bandas como “Old Times”, Bolerado, Oz Morenos e ainda um nome da música nordestina e nacional que esteve diversas vezes na cidade a convite do prefeito Pedro de Medeiros Chaves: Luiz Gonzaga que compôs até música em homenagem à cidade, e ainda não se pode esquecer de Octávio Menezes que compôs a letra e música do hino à cidade de Propriá.
Na Pintura, a cidade é berço de vários nomes projetados em nível nacional como: Florival Santos, Álvaro Santos, César di Osmar, Jocka, seu Antônio Januário que idealizou a Bandeira da cidade.
Na Escultura, destaca-se Seu Antônio Januário, Pinto Santeiro, Jocka dentre outros.
A cidade dispõe ainda de Arquitetos, Músicos, Professores em diversas áreas do conhecimento e diversos estabelecimentos de ensino, existem também vários profissionais da fotografia, dentre eles podemos destacar o senhor Gileno o qual teve destaque ao fotografar a cidade para a preparação do álbum de 150 anos da cidade, há também historiadores dentre eles podemos citar os professores Erasmo Rodrigues Teixeira, José Jussiêr Ferreira.
Nas manifestações populares existem festas dentre as quais a mais famosa nacionalmente é a festa do Bom Jesus dos Navegantes que em 2014 completou o I centenário e acontece sempre no último domingo de janeiro.
Existe também o trezenário de Santo Antônio que é o padroeiro da cidade que acontece do 1º dia do mês de junho e vai até o dia 13 do mesmo, geralmente nesse período as administrações realizam junto com a população o Forró do Comércio em Substituição ao antigo Forrópriá.
Em setembro de cada ano acontece em Propriá uma das maiores festas cívicas do interior sergipano, o Desfile cívico da Independência que faz com que as ruas principais da cidade se transformem em arquibancada para os espetáculos que cada escola traz.Nesta data há um verdadeiro espetáculo de diversas bandas marciais e de fanfarras tanto da cidade como também da região,havendo destaque para a banda do Colégio Polivalente a qual é comandada pelo Professor Elder Melo de Oliveira e equipe cada ano traz uma novidade pra avenida. O desfile começa em cada Escola das redes: Municipal Estadual e Particular de ensino  sai em desfile pelas avenidas da cidade e termina na Avenida Graccho Cardoso onde se desfaz depois da apreciação das autoridades da cidade.
No Mês de dezembro acontece na Praça de Santa Luzia o Trezenário de Santa Luzia, uma festa que se realiza todos os anos.
Algumas festas que já foram de grande destaque no calendário festivo da cidade hoje está em quase morte como, por exemplo, o carnaval que quase não existe em Propriá, neste período a população na sua grande parte viaja para curtirem essas festas em cidades como Neópolis, Aracaju etc.
Na Poesia, existem diversos nomes que se destacam como o poeta Rossimágne, Néviton José, Vânia BV, Vera Vilar, o saudoso poeta Etinho, Cálamo de Poesia, Gil Monte, dentre outros.No Encontro Cultural de Propriá que acontece todos os anos por ocasião da Festa do Bom Jesus dos Navegantes acontece também o Concurso de Poesia Falada de Propriá que congrega poetas de Propriá e de muitas cidades de Sergipe e Alagoas em 2014 aconteceu a sua 27ª edição.
Na Fotografia, destaca-se Augusto Santana, Newton, Betinho e Francisco.
O cinema em Propriá está em decadência. Hoje não há nenhum em funcionamento na cidade apesar de já ter existido três cinemas em funcionamento na cidade. O cine Propriá, O cine Veneza e o Cine Fernandes.
A Sociedade Recreativa “Cavalheiros da Noite” que foi um clube dançante nas noites da década de 1980 hoje não existe mais, as discotecas aconteciam num sobrado que fica ao lado do posto de gasolina na Avenida Graccho Cardoso.
No Artesanato, diversos nomes destacam-se nos diversos ramos do artesanato. Em Propriá se produz: artesanato em Ponto Cruz, Em Biscuit, em Crochê, em vidro, em telha, Pintura em Tecidos, em Palha, em renda etc.










quarta-feira, 24 de julho de 2013

A Bandeira de Propriá



A Bandeira de Propriá, foi criada no ano de 1978 por Antônio Batista Filho, conhecido artista plástico “Antônio Januário”, nascido em Propriá a 17 de novembro de 1929, desenhista. Pintor, entalhador e escultor, filho de Antônio Batista dos Santos e Etelvina Teixeira Santos, foi também o  criador do Brasão de Armas da Cidade de Porto Real do Colégio e do símbolo dos Escoteiros de Propriá,


A Bandeira  foi aprovada por unanimidade pelos vereadores da câmara Municipal de Propriá: José Augusto Seixas,Antônio Porfírio dos Santos,José Silva Oliveira,Moisés Barbosa Rabelo,Manoel Dias Gomes,Manoel Lito Feitosa Poderoso,Bernardo José de Almeida,Erasmo Rodrigues Teixeira, Wilson Kolming e Luis Fernandes dos Santos.



           Prescrição da Bandeira


A BANDEIRA de Propriá, representada por um BRASÃO, cujo desenho se vê em arcos, inspiração do Artista nos arcos da ponte que ficam do lado de Propriá.


 O BRASÃO, é cortado e truncado, dividindo o mesmo em 03 partes representando a estrutura gráfica de Propriá: Urubu de baixo,Urubu de cima, e Curral Falso.


UMA CANOA DE TOLDA, com os panos abertos no centro do Brasão, representando o fluxo comercial de Propriá a todo Baixo São Francisco, transporte existente na época, de um lado a canoa desce o rio, do outro lado da Bandeira a canoa sobe. A cidade de Propriá possuía as maiores canoas de Tolda do Baixo São Francisco como: a Canindé, a Marialva, a Muribeca, a Progresso, a Pirapora, a Salineira, etc.


HISTÓRIA DE DUAS CANOAS que ficaram como lembrança em nossa cidade pelo seu passado Marialva, que carregava a Imagem do Senhor de Bom Jesus dos Navegantes nas Festividades Religiosas e era considerada como a mais veloz do Baixo São Francisco. A Canindé conhecida pela sua potencialidade de peso carregava 1.200 sacos de 60 Kgs,Considerada a maior Canoa do Baixo São Francisco.


DUAS CHAMINÉS, simbolizando as nossas fábricas de beneficiar arroz.

CINCO ESTRELAS, representando o Cruzeiro do Sul em nosso céu árido e tropical como também (05) Povoados do Município de Propriá: São Miguel, Santa Cruz,Boa Esperança,Coité e São Vicente.


A PONTE, Exuberante com seus Arcos,marco do presente e futuro,criação geométrica da nossa engenharia.


A CORÔA, símbolo da cidade (prateada),desenhada em Arcos com (05) cinco Castelos,representando o Tiro de Guerra 06-016, Quartel de instrução dos nossos reservistas.Os quadrinhos da base,a nossa cerâmica.


DOIS CACHOS DE ARROZ fecham o Brasão com fita de emancipação em 07 de fevereiro de 1802 da Cidade de Propriá.


O PANO DA BANDEIRA BRANCO simboliza o arroz beneficiado.


Cedido Pela Secretaria Municipal de Cultura






quarta-feira, 17 de julho de 2013

Alguns Filhos Ilustres de Propriá




 
 
 
 
 
Existe outros Filhos Ilustres de Propriá que ainda não estão nesta lista mais com certeza, em breve aparecerão.
 

PREFEITOS E INTENDENTES DE PROPRIÁ



 2011/2016 Jose Américo Lima (PSC)


2006/2011 Paulo Roberto Ayres de Freitas Britto (PTB/PT)

2005/2006 José Luciano Nascimento Lima (PFL)

1997/2004 José Renato Vieira Brandão (PT/PPS)

1993/1996 José Cláudio Nunes (PFL)

1989/1992 Maria das Graças Nascimento Lima (PFL)

1983/1988 Luiz de Medeiros Chaves (MDB)

1977/1982 Antonio Guimarães de Britto (Arena)

1973/1976 Wolney Leal de Melo (Arena)

1971/1972 Ribeiro José do Bomfim (MDB)

1967/1971 Francisco Guimarães

1967/1971 Dr. Pedro Ferreira de Barros - Prefeito Interino (Arena)

Moises de Abreu Filho - Interventor

12 de junho de 1964 a 16 de fevereiro de 1965 Feliciano de Souza Almeida Golpe de 64

9 de abril de 1964 à 30 de maio de 1964 Jackson de Figueiredo Guimarães Golpe de 64

1963/1964 Geraldo Sampaio Maia

1959/1962 João de Aguiar Caldas (PDS)

1956/1959 Wolney Leal de Melo (Arena)

1955/1956 Nelson D’Ávila Melo (UDN)

1951/1954 Pedro de Medeiros Chaves (UDN)

De 10/1947 a 02/1948 à 21 de janeiro de 1951 José Onias de Carvalho (UDN)

1946/1947 Martinho Dias Guimarães (PSD)

16 de novembro de 1945 a Dr. José Avelino da Costa Nunes (em exercício)

1942/1944 Cel. Martinho Dias Guimarães (Prefeito)

31 de janeiro de 1942 a 14 de maio de 1942 Dr. Arquibaldo Ribeiro da Silveira (em exercício) Prefeito

1941/1942 Francisco d’Almeida Barreto Prefeito

10 de junho de 1941 a 10 de setembro de 1941 Porfírio Gomes de Britto (em exercício) Prefeito

1939/1940 Hercílio Porfírio de Britto (Prefeito)

19371939 Carlos Fernandes de Melo (Prefeito)

1935/1937 Martinho Dias Guimarães (Prefeito)

1935 Raimundo Ferreira de Carvalho (Interino) Prefeito

1935 Romeu Gomes de Aguiar Melo Intendente e Prefeito(1º Prefeito de Propriá)

1935 Antonio Aranha Vieira (Interino)- Intendente

1935 Gerdiel Graça (em exercício) - Intendente

1934/1935 Manoel de Medeiros Chaves - Intendentes

1934 Dr.Fernando de Figueiredo Porto - Intendentes

1933 Raul Ribeiro Nunes (em exercício)- Intendentes

1933 Tem. João Teles de Menezes - Intendente

1933 Deolindo Nascimento - Intendente

1930/1933 Josias Teixeira Lima - Intendente

1929/1930 Martinho Dias Guimarães - Intendente

1927/1928 Major Manoel Cezário Doria (em exercício) Intendente

1926 Etelvino de Menezes Tavares - Intendente

1924 Major Manoel Cezário Doria (em exercício) Intendentes

1923 e 1925 Hercílio Porfírio de Britto Intendentes

1922 Antonio da Silva Villar (em exercício) Intendentes

1922 Antonio Machado Gomes Feitosa Intendentes

1917/1919 Nemésio Messias do Nascimento Intendentes

1904 Major Manoel Cesário Dória Intendentes

30 de julho de 1894 Jose Luiz Coelho e Campos Intendentes

1898/1899 Tem. Coronel Manoel de Aguiar Melo Intendentes

15 de novembro de 1889 Davino Nomysio de Aquino e major João Aguiar Botam de Melo Intendentes

1881 João Alves de Gouveia Lima Intendentes

1870 Gustavo Rodrigues da Costa Doria Intendentes

1869 Major Francisco Joaquim da Silva Lemos Intendentes

1868 Bacharel. Jose Pereira da Silva Morais. Intendentes

1857 Dr. Salvador Correia de Sá e Benevides Intendentes





Fonte: Compêndio Histórico de Propriá -
Pesquisador Djalma Santos de Castro - Gazeta de Propriá


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Propriá Nos Seus Albores (Bases Históricas)

                                               APRESENTAÇÃO

             Propriá!
             Não foi sem grande esforço que conseguimos a  confecção desta obra, numa oficina gráfica local, onde falecem os recursos para tanto.Todavia,vencendo mil dificuldades, lográmos cumprir o que prometeramos.
            Portanto,Propriá,aí está o teu cartão de visita - o  ALBUM FOTOGRÁFICO E COMERCIAL - nossa modesta colaboração nas solenidades  comemorativas do sesquicentenário da tua emancipação política.

                      *********************

           Contámos com o apoio do comércio que ao diante vai representando; com o auxílio da Câmara de Vereadores,votando a verba de  Cr.S  5000,00, sancionada pelo Exmo. Sr. Prefeito Municipal com a boa vontade dos srs. Agnelo de Vasconcelos Torres,   Dr.Xavier  Montes e José Brito Gonçalves, facilitando-nos a aquisição do material que nos faltava; com a colaboração espontânea do Dr. João Fernandes de Britto na parte histórica, e com a cooperação dedicada e grandiosa do sr. Aristóteles Gomes na parte comercial, aos quais hipotecamos os nossos sinceros agradecimentos.

                                                                        
       Propriá, Fev. 1952     
                                   OCTÁVIO MENEZES







                             


           Nos domínios do chefe indígena"Pacatuba",que tendo ao leste as águas maravilhosas do Atlântico e ao Norte as do São Francisco,entestavam ao sul com as terras do cacique"Japaratuba" e, dalí se extendiam,rio acima,rumo ao poente,encravados se achavam os terrenos ubertosos onde altaneira e florescente,hoje se alevanta a cidade de Propriá,quando,aos 9 de abril de 1590,passaram a constituir parte integrante da sesmaria doada ao seu próprio filho,Antônio Cardoso de Barros,pelo conquistador de Sergipe,Cristóvam de Barros.
Anos mais tarde,nos fins da primeira metade do século XVII,D.Guiomar de Melo viuva de Antônio Cardoso de Barros Lima,fez ao marido de sua filha Mariana,então já falecida,Pedro de Abreu de Lima,juntamente com a de outros da mesma sesmaria,doação daqueles terrenos,que se denominavam do "Urubu" e, em dezembro de 1646,alcandoraram-se nos fastos da história-pátria,como teatro da ruidosa derrota infligida pelos nossos bravos Independentes,sob o camando do denodado capitão Francisco Rabelo,aos bravos invasores flamengos,chefiados pleo capitão gaulês Samuel Lambert,o célebre "La Montagne";derrota que pòs fim à guerra holandesa em terras de Sergipe,acarretando desastrosas consequências para os bátavos,que,além da pêrda de mais de uma centena de soldados e oficiais outros, tiveram de lamentar o aprisionamento do experimentado capitão Gisseling e a morte do almirante Licthard,que,mêses antes, vencêra,em Tamandaré.a frota portuguêsa,dirigida por Jerônimo Serrão de Paiva.
Uma vez na posse da dádiva que,reconhecendo seu direito à herança de d.Mariana de Melo,lhe fizera a sogra,Abreu de Lima alienou as terras do Jaguaribe aos Jesuítas,que delas tomaram conta em 18 de novembro de 1650,vendeu aos Carmelitas,em 30 de abril de 1652,as da visinhança do rio Poxim,doou as do Curral-Falso ao seu filho,Alferes Francisco da Silva Abreu,e, por escritura pública de 30 de setembro de 1678,ratificada no ano imediato,através de instrumento semelhante,vinculou as do sítio em que residia no Encapelado de Santo Antônio do Urubu de baixo,que, consoante a própria escritura de instituição,se dividia"com o sítio do Saco, com o dos Olhos d'Água e com o Riacho Propriá, e pelo Curral-Falso,antes de chegar à primeira várzea,junto ao dito lugar,e confinando,pelo lado da Canafístula,com as terras que foram dos Padres da Companhia,compreendendo todas as caatingas,pastos e logradouros,bem como a ilha da Fomozinha".
Ainda por disposição expressa da mesma escritura, a administração,uso e gôzo do Encapelado,a trôco de determinadas obrigações e, entre estas,a de mandar celebrar missas por alma do Instituidor de sua mulher,competeriam ao filho mais velho do mesmo e aos primogênitos dos seus sucessores, excluindo-se as fêmeas,na hipótese de existir filho varão.
Em tais condições,foi o primeiro administrador do vínculo o Padre João Gomes de Abreu,que,morrendo sem descendência,teve por substituta a sua irmã Catarina de Sena,mulher de d.Pero de Sousa; a ela sucedeu sua filha Maria Rosa,casada com Antônio Quitério,cuja filha e sucessora,a segunda Catarina de Sena,após a morte de seu marido Francisco Chaves,contraiu novas nupcias com o capitão Luiz Teles de Andrade,de quem houve José Joaquim de Sousa.
Justamente,na qualidade de tutuor dêste seu filho,que apenas contava dezoito anos de idade,estava o capitão Luiz Teles de Andrade administrando o Morgado,quando se realizaram as solenidades de da instalação da Vila,cujo sesquicentenário,agora celebrado,motivou a organização e publicação do presente"Album",fruto dos esfórços inauditos e da melhor boa vontade de Octávio Menezes.
Graças,não há dúvida,à sua privilegiada situação às margens de um grande rio e nas proximidades de várzeas férteis e piscosas,a povoação de Urubu,tornando-se a Meca da região,alcançou tão rápido desenvolvimento que logo em 18 de outubro de 1718,o nosso Arcebispo Primaz,D.Sebastião Monteiro da Vide,desmembrando-a da de Vila-Nova do São Francisco e a erigiu em paróquia ,sob a designação de Freguesia de Santo Antônio do Urubú de Baixo,cujo território,já em 1º de agosto de 1800,era habitada por mais de 4 mil almas e abrangia 875 fogos,conforme mencionava a Representação,que,por intermédio do doutor Antônio Pereira de Magalhães e Paços,Ouvidor Geral e corregedor da Comarca de Sergipe d'El Rei,dirigiram seus moderadores ao Capitão-General e Governador do Estado do Brasil D. Fernando José de Portugal,encarecendo-lhe a necessidade de ser a povoação elevada à vila,no interesse do bem comum,do Serviço de Sua Alteza Real e da melhor administração da Justiça,porque aos titulares desta em Vila Nova impossível era assegurarem,de tão distante,o socêgo da localidade, "infestada de vadios e facinorosos,que desciam dos Certões e das partes de Pernambuco a cometerem desordens e assassínios".
Louvando nas boas razões nela aduzidas,D.Fernando houve por bem atender a representação em causa,e,por carta assinada na Bahia em 5 de setembro de 1801,ordenou,em nome do Príncepe Regente,D.João,ao Ouvidor supra-nomeado,que fizesse erigir em vila a sôbredita povoação,procedendo a todos os atos e solenidades praticadas em semelhantes creações mandando edificar a casa da Cadeia e Câmara à custa dos moradores e dando lhe por distrito o território da Freguesia,que tinha como limites ao Norte o rio de São Francisco,ao Sul a divisão do Japaratuba do têrmo de Santo Amaro das Brotas,ao Nascente a Vila-Nova e ao Poente o dilatado geral do Sertão, a partir do distrito de Jacobina.
O doutor Mafalhães e Paços,que trabalhava grandemente em favor dos propriaenses,apressou-se no cumprir a órdem recebida e,designando a sua execução para o domingo 7 de fevereiro de 1802,convocou para assistirem-na,mediante edital de 31 do mês anterior,afixado na porta da Casa do Tronco e publicado em altas vozes pelo escrivão da vintena servindo de porteiro,Manoel José da Silveira Sembléa,todos os fidalgos,homens bons pessoas condecoradas com emprêgos militares o sem êles,e. bem assim,todos os Repúblicos e habitantes da Freguezia.
Efetivamente,na manhã estival daquele sete, no alto da Praça,em o lugar ond se cruzavam "as ruas marcadas para fazer passagem de uma lagoa para outra",na presença de numerosas pessoas da Nobreza,Clero e Povo militares e civís,"em Congresso e boa união,o presidente da cerimônia,doutor Antônio Pereira de Magalhães e Paços,ordenou que, no mesmo local,se erguesse um pelourinho de pau redondo,com uma bola circular no alto,que sendo a insígnia da autonomia municipal,deveria,mais tarde,ser substituído por outro de Pedra e boa fórma de construção,e mandou que se apregoasse ficar,desde então, em obediência ao Príncipe,à Rainha,D.Maria I, e aos mais senhores Reis de Portugal,elevada a povoacão à Vila,co o nome de Propriá,devendo,assim, toda a gente de qualquer graduação ou sexo,reconhecêr cabeça principal do Têrmo,"com o distrito e território indicado e confrontado na Mercê de creação e ereção".
Tais pregões se fizeram em altas vozes pelo Porteiro,ao som de caixa,de outros instrumentos e de salvas de tiros,lavrando-se,de tudo,o competente auto pelo Escrivão ajudante e da Correição,interino,Domingos Gonçalves Morim.
Na tarde dêsse mesmo dia de domingo,ainda sob a presidência do Dr.Magalhães de Paços e ante numerosa massa popular e pessoas gradas,procedeu-se à abertura da" Caixinha dos Pilouros" ,onde havia uma bolsa encarnada,de cujo interior foi,pelo menino Manoel,retirada uma bola de cêra.Esta,quebrou-a,ostensivamente,o vereador mais velho da Câmara de Vila-Nova,Antônio Alves Pereira,que,então,exibiu o bilhete nela contido e abaixo transcrito:
"BILHETE-Pilouro da Justiças- que hão de Servir na
Governanfa da Villa de Propriá novamente creada:JUIZ DE
ORPHAONS-Raymundo Marques de Britto.JUIZES ORDI-
NARIOS-Miguel Gonçalves Lima,o Alferes Ignácio José Pe-
reira Dantas. VERIADORES-Manoel Caitano Bizerra,Felipe
Rolim de Moura,o Alferes Antônio Roiz da Costa. PROCU-
RADOR-José Antônio Cabral.Propriá,7 de fevereiro de 1802.
O Ouvidor da Comarca-Antônio Pereira de Magalhães e Paços.
Áto contínuo,o mesmo porteiro"ad hoc" já anteriormente nomeado,Manoel José da Silveira Sembléa,apregoou,para conhecimento geral,os nomes dos sete cidadãos,que,assim,vinham de ser escolhidos primeiros titulares da alta administração do novel Município;cinco dos quais(Marques de Brito,Pereira Dantas,Caitano Bezerra,Rolim de Moura e Rodrigues da Costa,presentes se achando e atendendo à notificação alí mesmo recebida,tiraram as necessárias Cartas e imediatamente se empossaram nos respectivos cargos,perante o Doutor Ouvidor,que lhes defiriu,sôbre os Santos Evangelhos,o juramento de estilo e mandou passar aviso aos dois ausentes(Gonçalves Lima e José Antônio Cabral) para,em tempo oportuno e sob pena de prisão,também cuidarem de assumir suas ditas funções.
Prestado o quinto e último compromisso,o Dr.Magalhães de Paços,dando por aberto o "Pilouro" e publicados os nomes dos novos dignatários locais,dirigiu-se,de todos acompanhado,à igreja da Paróquia,onde, servindo de oficiante o Revmo.Vigário da Freguezia,Padre Alexandre Morato de Albuquerque,se fez ouvir,em ação de graças pela instalação da Vila,soleníssimo"Te Deo Laudamus",encerrado,segundo o costume da época,com repiques de sino,vivas à Raínha e ao Príncipe,toque de caixas e tambor nutrida mosquetaria,no que muito se sobressair,pelo brilhantismo e disciplina,uma tropa de soldados índios da Missão de Nossa Senhora da Conceição do Porto Real,Distrito de Pernambuco,que sob o comando do sargento-mór viéra participar dos festejos,por obsequioso e expontâneo oferecimento do capitão mór Leonardo Gomes Pinheiro,então bastante doente.
Ao "Te Deo" seguiu-se a despedida dos nobres visitantes neopolitanos entre os quais se distinguiam o almotacel Manoel Antônio dos Santos Lira os três vereadores Antônio Alves Pereira,morador na Várzea Nova,Manoel Pereira Dantas,do Sítio Saúde e João Francisco da Costa,de Jaguaripe que tiveram a gentileza do seu comparecimento,seguro penhor de amizade,boa vizinhança,aplaudida pelo Doutor Ouvidor e retribuída pelos seus colegas da Câmara de Propriá,recem -erecta,que num inequívoco testemunho de idênticos sentimentos e gratidão,lhes proporcionaram concorrido bota-foras com o que se deu remate,naquêle dia, à série dos atos festivos e regimentais da instalação da Vila,todos êles,consoante reza documento contemporâneo,elevados a efeito"em paz e quietação,na presença das figuras mais representativas da localidade e da região sanfanciscana,sobrelevando-se pela indiscutível proeminência,além dos cidadãos retro-mencionados,os irmãos do Fidalgo Cavalheiro da Casa Real e Morgado de Porto da Folha,Antônio Gomes Ferrão CastelBranco,snrs Revmo.Padre Pedro Gomes Ferrão Castel Branco ,Salvador Gomes Ferrão Castel Branco,morador da fazenda"Caiçara"João Jacinto Gomes Ferrão Castel Branco,residente nas "Intans",e Pedro José Castel Branco,todos Fidalgos Cavalheiros,o capitão João Machado Novais,comandante das quatro companhias do Sertão e morador na Alagoa Nova,o Padre Coadjutor Antônio Correia de Figueredo,natural da Fregueszia de Pé do Banco,e os negociantes Joaquim Pereira Ávila,Francisco de Oliveira,José Pereira de Melo,Antônio José Ferreira,Francisco Teles de Barros,Francisco José de Sousa,Miguel da Costa Nunes,Manoel dos Reis Freire,João Coelho Barbosa,Antônio Pereira de Araújo.
No dia imediato(8 de fevereiro),em audiência especial,na Casa de sua aposentadoria,na Vila atendendo ao que prometêra na véspera aos Juízes Ordinários e Vereadores e continuando a execução das órdens expedidas pelo Governador e Capitão General do Estado do Brasil,D.Fernando José de Portugal,então recem-promovido a Vice - Rei, o Doutor Ouvidor Magalhães e Paços,em nome de S.A.Real,com sujeição e obediência ao mesmo tempo à Rainha e seus sucessores,creou os diversos cargos previstos na legislação vigente e necessários ao expediente da Justiça e boa administração do bem público,a saber: a)- um primeiro e um segundo tabelionato de notas acumulados com a escrivania do geral,crime e civel,unida a êste a serventia de escrivão da Câmara e almotaçaria do geral,e àquele a de escrivão dos órfãos(o cargo de Juiz Almocatel foi abolido de todo o País por decreto de 26 de agosto de 1830);b)-um de Alcaíde,ser promovido trienalmente;c)-um de Carcereiro;d)-um de Porteiro;e)-um de ofício de Destribuidor,Inquiridor,contador do Geral,unido ao de Chaveiro e Guarda da Câmara;f)-um de Meirinho e respectivo Escrivão;g)-dois de Partidor e um de Curador Geral de Órfãos;h)-dois de Avaliadores do Conselho.
Também ordenou se edificasse a Casa da Cadeia e creou,ainda,duas Vintenas,com seu juiz,escrivão e quadrilheiros;uma para o Sertão e outra para Japaratuba,a serem estabelecidas e situadas nas paragens mais propícias às suas finalidades.
O dia 9 de fevereiro,consagrou o Ouvidor e Corregedor Geral à audiência pública levada a efeito em a mesma casa de sua aposentadoria,com o fim precipuo de declarar os limites do novo têrmo da Vila de Propriá, que ex- vi do ato de sua criação,como já ficou de início elucidado,deveriam coincidir com os atribuidos à frequezia de Santo Antônio do Urubú,ao ser esta erecta,no ano de 1718,quando,sob o reinado de D.João V,eram Governador do Brasil, O Conde de Vimieiro(D.Sancho de Faro),Capitão-mór de Sergipe,Antônio Rabelo Pereira, e Ouvidor da Comarca,o dr.José Correia do Amaral.
Então,proporcionando a todos os interessados e mui especialmente,com manifetas vantagens para a administração,às câmaras e aos Juízes,ensanchas para melhor conhecerem a área territorial da Comuna,o dr.Magalhães de Paços,abeberado nas precisas informações do Padre Morato,Vigário encomendado da Paróquia,e de pessoas outras,por igual instruídas sôbre a região,deixou assinaladas as nossas divisas com o têrmo da antiga Vila-Nova,hoje Neópolis,no lado oriental,descrevendo-se detalhadamente,dêsde o comêço,no local onde confluem o riacho "Pindoba" e o rio de "São Francisco",até ao seu término,em o sítio denominado "Pão de Açúcar",junto ao Japaratuba-mirim,as com têrmo em Santo Amaro das Brotas,que,partido do aludido sítio,iam ter ao Japaratuba-grande e por êste se prolongavam,fazendo-o destarte em parte,linha fronteiriça do nosso extremo meridional:as do Norte,que,separando-nos do Atual Estado de Alagôas,acompanhavam,em todo o seu percurso e numa extensão maior de quarenta léguas,o talvegue do São Francisco,da foz do "Pindoba" a do riacho "Xingó",na fronteira do distrito de Pambú,logo acima dos Brejos das Bananeiras e a curta distância de Paulo Afonso.
Quanto as divisas ocidentais,sem dúvida por se tratar de zona ainda mal palmilhada,silenciou-lhe,êle a trajetória,restringindo a menção de que,naquelas bandas,nos limigava-mos"com Gerimoabo,Jacobina,Itabaiana e com qm mais dto for plas ptes do Certão e do Poente"
A dez do mesmo mês (fevereiro),o Cap.Luiz Luiz Felix de Andrande,administrador,e o seu filho,ainda sobre o pátrio poder,José Joaquim de Souza,legitimo possuidor,por herança materna,do encapelado de Santo Antônio,foram recebidos pelo Doutor Ouvidor Geral e Corregedor,a quem participaram que,já tendo,mediante convenção feita no livro das contas da Capela e,de certo modo,em recompensa das "utilidades" resultantes da creação da Vila em bem dos proprietários do dito Encapelado,concedido nas terras dêste,onde ela se erguia,duzentas e cinquenta braças em quadro para a edificação de casas e quintais, inclusive as da Cadeia e da Câmara,naquele ensejo,animados ambos do propósito de concorrerem para o fácil aumento da mesma Vila e esperando ser êsse concurso reconhecido no futuro,também cediam e doavam aso moradores da localidade e aso seus visitantes e o direito de usufruírem gratuitamente (estes últimos para descanço  e pastagem de suas boiadas e de seus animais de tração ou carga. e aqueles para o criatório exclusivo de caprinos,lanigeros ou animais cavalares de seu trato) a porção do terreno adjacente,delimitada pou um trilho que,principiando na tapagem do riacho "Propriá" e Alagoa Nova,deveria seguir sempre em reta na direção do Nascente e, fazendo frente por cima do Bongue,torcer o rumo em volta da Alagoa da Barra,para concluir na estrada da Salsa.

     Tal  doação e as diversas cláusulas,que, para a sua efetividade,foram concumitantemente impostas pelos outorgantes,contando-se,entre elas, a de alevantarem os benefíciários uma cêrca de pedras,barro e cal sôbre o citado trilho aceitaram-na a Câmara e o Ouvidor, com parecer favorável do licenciado João Batista da Lapa, advogado da Correção e Curador "ad-hoc" do referido José Joaquim de Sousa,que,ainda no mesmo ano,exatamente oito mêses mais tarde(na manhã do dia dez de outubro),tendo apenas 18 anos de idade recebeu em matrimônio,na Matriz da Paróquia e em presença do Pe.Coadjutor Antônio Correia de Figueiredo,a santamarense Isabel Maria de Oliveira,filha do casal:Alferes Manoel Teles de Oliveia -Vitória Perpétua do Bomfim. Dêsse casamento,nasceram-lhe duas filhas,a primogênita das quais Maria Rosa do Sacramento,sua legítima sucessora,já após investida na posse do Encapelado,teve os seus direitos à mesma judicialmente reconhecidos em demanda sustentada contra as pretenções do seu primo de asscendência ilegítima,José Alexandre de Abreu e Lima.
     Essa Maria Rosa do Sacramento casou-se muito nova com João Leal dos Reis e Melo,a quem sobreviveu e foi a derradeira administradora do Vínculo,pois,em obediência a Lei n.58,de outrubro de 1835 extingui-se êste,por ocasião de sua morte,sendo suas terras avaliadas em doze contos de réis,mediante a escritura lavrada em 3 de fevereiro de 1863,servindo de testemunhas o Vigário João Ferreira da Silva e Melo e o dr.Tomaz Diogo Leopoldo,amigavelmente partilhadas entre seus dois filhos,Francisco Leal dos Reis e Melo,que ficou com as do Poente, e Ana Gracinda de São José Chaves, a quem couberam as do Nascente,correndo a linha divisória da beira do rio ao sobrado da finada Ana de Barros Leite,pelo oitão dêste e o bêco da Cadeia até à esquina desta,daí,rua acima,à capela da Santa Cruz,desta, em linha reta, à estrada do Carrapicho,logo nos seus fundos,por essa estrada até a da Cotinguiba e,finalmente por esta, até encontrar os limites do Curral-falso.
    Encerremos,porém,esta sucinta digressão e voltemos aos atos consequentes à instalação da Vila,cuja remembrança constitúe aqui nosso primordia objetivo.
       - Uma semana após à recepção do Capitão Luiz Felix e do seu filho José Joaquim, o Dr.Magalhães de Paços deferiu o procurador do Conselho, José Antônio Cabral o compromisso indispensável à entrada do exercício de suas funções.e,transcorridos mais de nove dias,ou seja,a 26 de fevereiro,sempre no mesmo local das anteriores(a casa de sua aposentadoria),reunindo em especial audiência Os vereadores da nova Vila e o seu dito Procurador, decidiu em definitivo e de plena harmonia com as propostas por eles apresentadas,que,de então por diante,passassem a ser cobrados e recebidos pela Câmara de Propriá não só todos os direitos fiscais incidentes sôbre os bens situados em seu território e as transações nesta efetuadas,como as próprias rendas das tapagens de peixe erguidas em seus riachos,muito embora já postas  oportunamente em arrematação pela Câmara de Vila Nova, a qual, todavia,determinou êle se continuasse a recolher o pagamento anual do donativo voluntário oferecido a S.A. para o palácio da ajuda,afim de que remetesse ela o seu produto à Cabeça da Comarca(São Cristóvão).
    Também nessa mesma audiência e com o beneplácito geral,ordenou ainda o Doutor Ouvidor e Corregedor que imediatamente,fossem avocados de Vila Nova e conclusos aos juízes Ordinários ou ao de Órfãos do novo Têrmo,para que,no âmbito de suas respectivas alçadas,presidissem êles à sua marcha processual,aos autos de tôdas as causas alí instauradas e pendentes de julgamento,de julgamento,desde que,no caso de inventário,pertencessem os bens ao espólio de moradores do território desmembrado, ou neste tivessem os réus seus domicilios,em se tratando de outros feitos,de natureza civil ou de natureza criminal.
    Essa evocação se fez sem pêrda de tempo,consoante se depreende da certidão infra transcrita,exarada logo ao pe do têrmo da audiência em que fôra ordenada:" Certifico q. hoje 26 de Fevro. de 1802 pacei mando. pa. o dito  Juiz Ordnro. e de Orphans remeteram de V.Nova todos os proceços. civeis, cres.,Devacas, ex off. a respto. de ptes. querellas pertencentes ao tro. desta Va. do Propriá e pa. se remeter os inventros. e procefsos em que os Menores e Tutores fores Reos tudo na fra. determinada neste Jo. e entreguei ao Escrm. da Prova. Anto.Bernardo da Rocha para executar e eu Dos. Glz. Morim Escrm. q. o escrevi.
    Daí a quarenta e oito horas,cumprindo aliás, o que anunciará na audiência da declaração dos limites do novo Têrmo(9 de fevereiro),o Snr. Ouvidor e Corregedor Magalhães de Paços,acompanhado dos funcionários competentes, empreendeu a averiguação" in-loco" desses limites, no tocante a Vila Nova e Santo Amaro, percorrendo-os em um só dia, mas em três etapas.
    Na Primeira foram inspecionadas as divisas com Vila Nova até a passagem do Japaratuba-mirim, adiante da fazenda da Ilha,de que era dono João de Aguiar Boto. Na segunda se fez a vistoria do restante dessas divisas e parte das com Santo Amaro, até o local onde o porteiro da corrição fincou um marco. Na terceira extendeu-se a inspeção desde êsse marco até confins das fronteiras de Propriá com Santo Amaro,no Japaratuba-grande.
    Para cada uma dessas etapas, levou o mesmo escrivão de todos os demais atos,Domingos Gonçalves Morim,uma ata distinta,descrevendo os limites verificados e consignando a tomada de posse do território do novo Têrmo, em nome de sua Câmara,pelo procurador desta, José Antônio Cabral.
    A segunda de tais atas foi subscritas pelo Dr.Magalhães de Paços o dito procurador do Conselho,O escrivão da Câmara,João José da Costa Corré e Silva e o capitão Manoel de Matos;terceira,pelos mesmos senhores e o Meirinho Geral,José Lima de Araújo;a primeira por todos estes e mais o porteiro da Correição- João de Souza, e os cidadãos Nicolau Roiz e Estevão Correia de Sá,cujo nome,no texto do próprio documento,escrito em sua casa de residência,figura como sendo Estevão Correia Dantas.
    Esta diligência  trímera coroou as solenidades da instalação da Vila de Propriá e seu têrmo, a qual,aí encetando sua vida autônoma de Município,dentro em breve(1808) ultrapassava demograficamente a própria Vila-Nova e tanto se desenvolvêra,que mereceu do então vigário do Sirirí e, posteriormente,bispo do Grão Pará, d. Marcos Antônio de Sousa, a ridente profecia de futura princesa da região.Vaticínio que, felizmente,para mui justo e cívico orgulho nosso,os tempos não desmentiram.
   Tornando-se,sob o governo do fundador de Aracaju,dr.Inácio Joaquim Barbosa, em 8 de maio de 1854,pela resolução Provincial n.379,séde da comarca de Vila Nova e, em 20 de fevereiro de 1857,através da Resoluçãon.461,quando presidia a Provincia o dr. Salvador Correia de Sá e Benevides quando dando seu nome à mesma circunscrição judiciária, a antiga povoação de Santo Antônio do Urubú de Baixo ,por força da Resolução n.755,de 21 de fevereiro de 18766,alçou-se à categoria de cidade, e, continuando sempre em marcha avante na senda do progresso, situar-se, hodiernamente,na vanguarda de suas irmãs sergipenses, graças às conquistas logradas nos múltiplos setores da vida urbano-social, ao seu alevantado gráu de prosperidade, cuja relevância a angustura de espaço e os limitados propósitos desta crônica não nos permite demonstrar com minudências,o que possivelmente será feito através da "História de Propriá",obra de interêsse para a nossa mocidade estudiosa, e que se acha em  compilação para em tempo oportuno ser publicada, porem, bem se entrevê nos versos adiante estampados,fragmento de modesto poema, dedilhado em louvor à terra berço, por um filho de sóbria inspiração,mas exaltado no amor que lhe tributa, poema declamado quando se realizava a solenidade da pedra fundamental do obelisco que constitúe um marco das comemorações citadinas na passagem de sua goriosa data sesquicentenária:

              "Propriá prgressista, que, ativo se expande
                           Em todos os ramos do humano trabalho:
                           Que o centro se fez de uma zona mui grande,
                           No baleão, no arado, na pena e no malho;
                           Propriá comerciante, banqueiro,fabril,
                           Que fecha contratos de gêneros mil,
                           Nas feiras, nas lojas e até nos "cafés"!
                           E onde, indicando dos ventos o rumo,
                           Das aves da Indústria as asas de fumo
                           No tôpo se agitam de des chaminés..."

                   Propriá, Fevereiro 1952


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         É com um grande Privilégio que eu, Telmo Carlos de Oliveira, Professor e Poeta, copilei estes trechos da vasta história da cidade de Propriá, cidade que adotei como meu lugar .
Esse objetivo surgiu quando precisei de dados dessa cidade em minhas aulas e não encontrei fontes para realizar meu trabalho nem em bibliotecas da cidade nem na internet, então caí em campo e começei a passar apara o mundo virtual o pouco que resta da história escrita deste lindo lugar de Sergipe. E agradeço ao Professor Erasmo Rodrigues Teixeira pois o mesmo me repassou seu material para que eu pudesse realizar esse meu humilde trabalho.

      O texto está recopilado da mesma forma como na cópia a mim repassada e procurei ser fiel exatamente a tudo o que vi no escrito.

      Esses foram os fundamentos históricos de Propriá mas ainda terão outros dados os quais colocarei em outras postagens.
                          
 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Propriá 211 anos uma cidade bicentenária.


Sete de fevereiro de mil oitocentos e dois
Em  início do século dezenove.
Consolidava-se pra sempre
O brilho da Estrela formosa :Própria.

Com esse sublime ato
Consolidado  pelo Doutor
 Antônio Pereira de Magalhães e Paços.
Que trabalhava  grandemente a favor dos propriaenses.
Sob a autoridade do Prícipe Regente .
Da metrópole de Portugal
No Pelourinho em Frente
Da Barroca Catedral
No alto de uma praça
Numa rua entre duas lagoas.
Própria tornava-se cidade.

Propriá que era distrito da Bahia.
Naquele momento vivia
A independência  política
Da cidade de Vila Nova.
Tornando-se  assim poderosa
E radiante em seu brilho
A cidade princesinha
Era uma estrela formosa
Se impunha sobre as muitas de Sergipe.
Habitando aqui quatro mil almas.
Mandou-se edificar cadeia e câmara
Para a independência Política ,
Se poder consolidar.
Da nossa querida Própria.

Sete de fevereiro de mil oitocentos e dois
Dia radiante para a  povoação
Que apartir de então
Erguia sua bandeira da independência
Era um domingo à tarde
Quando a nossa cidade alcançou libertação.

Doutor Magalhães e Paços
Presidiu a cerimônia.
Ordenou a construção
De Pelourinho  de madeira.
Para tempos depois
Se construir um definitivo.
Isso era o motivo
De grande regozijo
È por isso que redijo

Essa poética construção.

Sete , número de Deus
Ele escolheu para  tornar
A cidade de Própria
Um lugar para habitar.
Viver e comercializar
E o seu nome adorar.

Dois centenários se passaram
Onze anos acrescentou-se
E uma importante cidade tornou-se
Em dois mil e treze
Por ocasião
Da emancipação.
Houve muita adoração.
A comunidade Evangélica
Unida em comunhão.

A Deus damos louvor
Pela graça do Senhor
Que essa cidade abençoou.


  Cálamo de Poesia.

        07.02.13

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Verdadeiros Cartões Postais

                                              A ponte( Vista do Hotel do Velho Chico)
                                                Ponte (vista de dentro do rio)
                                                          Ponte(vista da rua da frente)
                                                               Viaduto do Comércio
                                                             Colégio Diocesano
                                                             Hotel do Velho Chico
                                                            Lancha no leito do rio
                                              Ponte(na festa do Bom Jesus dos Navegantes)
                                                            Igreja do Rosário
                                                      Casarão  da Esquina da rua da Palma
                                                           Catedral(vista do rio)


                                                             Vista da rua da Capela