sábado, 24 de janeiro de 2015

A Feira de Propriá/SE e sua tradição no Baixo São Francisco.


   Por Agamenon Guimarães Oliveira
        ( resumo do artigo)

    A história de Propriá e do baixo São Francisco vem sendo estudada por cientistas sociais, preocupados em realçar os fatos considerados mais representativos (...)
   De acordo com Aragão:
   “A feira de Propriá se constitui desde sua efetivação com o progresso da então Vila, como um grande mercado periódico, exercendo influência em vários municípios sergipanos e alagoanos. Com a melhoria da malha viária foi possível a formação e o desenvolvimento de outras feiras, que passaram a concorrer com a de Propriá. O acesso a Aracaju, capital do Estado foi também bastante facilitado, nos levando a pensar que essas foram as principais causas da perda de influência do município de Propriá com centro regional”
   Realizada aos sábados, a feira principal de Propriá é considerada como uma das maiores do Estado e de acordo com DINIZ a mesma se enquadra no grupo das:
“... feiras muito grandes: de 1000  feirantes em diante”.
Sobre o funcionamento dos mercados periódicos em Sergipe, afirma também o mesmo autor:
“A periodicidade é parte inerente das feiras que, em sua maioria absoluta, se realizam apenas um dia da semana.
De um total de 68 localidades. Apenas seis têm feiras, em mais de um dia: Propriá, Capela, Itabaiana, Simão Dias, Estância e Lagarto”.
   Realizada tradicionalmente aos sábados, a feira de Propriá atrai grande leva de pessoas do baixo São Francisco – e até mesmo de outras regiões tanto sergipano como alagoano. A frequência de pessoas “obriga” a feira se ampliar por toda semana (exceto aos domingos). Cresce assim a feira, em termos quantitativos e no tocante ao surgimento de novos produtos a serem comercializados. Feirantes antigos aparecem ao lado de pessoas que se engajaram há pouco tempo no ramo, por motivos diversos.
   A cidade de Propriá tem em sua feira um atrativo tanto para centros urbanos e rurais, próximo, como também para idênticos centros localizados nos dias de feira (de segunda-feira a sábado), sobretudo no dia da tradicional feira do sábado.
   O sábado o dia “símbolo” da realização da feira de Propriá. Atualmente a mesma funciona toda semana, exceto aos domingos. O porquê da tradição do dia de sábado tem como respaldo os itens abaixo:
-não ser dia útil;
-possibilitar a vinda de pessoas de Alagoas e de municípios de Propriá;
-aproveitar a circulação de vários meios de transporte;
-incentivar costume/hábito das pessoas de realizarem compras.
-ser final de semana.
   Assim o  sábado se tornou o dia “oficial” da realização da feira em Propriá. Mas de acordo com a própria tradição, quando o sábado é dia de feriado de importância nacional ou local, a Prefeitura * transfere o local de realização da mesma. Também há um outro fator que faz com que a feira seja transferida de local: as enchentes. Por exemplo, nos anos de 1979 e 1984 nos quais ocorreram enchentes, a feira foi transferida para local mais alto, livre da “subida” das águas do rio São Francisco.
   Segundo informações obtidas, o número de feirantes pioneiros atingia cerca de 40,com suas barracas instaladas próximas ao ancoradouro, ou seja, ao porto.
   A feira em termos de tamanho aumenta ano a ano.
                                                        (Revista Geonordeste)
  

  

terça-feira, 11 de novembro de 2014

O Folclore da Cidade de Propriá - Sergipe




O folclore (do inglês folk que é gente ou povo e lore que é conhecimento) é a tradição e usos populares, constituído pelos costumes e tradições transmitidos de geração em geração. Todos os povos possuem suas tradições, crenças e superstições, que se transmitem através das tradições, lendas, contos, provérbios, canções, danças, artesanato, jogos, religiosidade, brincadeiras infantis, mitos, idiomas e dialetos característicos, adivinhações, festas e outras atividades culturais que nasceram e se desenvolveram com o povo.
                                                          (Wikipédia)
             Propriá é uma cidade do Estado de Sergipe com mais de dois séculos de fundação.
             Na sociedade propriaense, o folclore se desenvolveu de forma variada, mas ao longo do tempo essa manifestação da cultura popular está desaparecendo lentamente.
Existia no calendário propriaense longas programações nas festas populares. Hoje essas programações têm desaparecido gradativamente ficando apenas o calendário vazio na parede apenas como lembrança. Vemos isso no Carnaval quando olhamos fotos antigas da cidade, vemos comemorações nos clubes da cidade e nas ruas. Hoje não há carnaval  na cidade de Propriá, apenas poucas manifestações e brincadeira de criança nas ruas da Cidade, pouquíssimos blocos de rua de alguns que permanecem na cidade, visto que nessa data muitos viajam para outras cidades de Sergipe como por exemplo, Neópolis.
Os grupos folclóricos que existiam, como guerreiro, e outros grupos desapareceram visto que os que organizavam tais grupos, alguns morreram sem deixar sucessores e outros por falta de apoio se acabaram.
          Hoje no folclore vivo de Propriá persiste ainda a maior das nossas manifestações: a Festa do Bom Jesus dos Navegantes, que acontece todo último domingo de janeiro, que no ano de 2014 completou centenário. Essa festa é de cunho religioso cuja culminância e procissão acontece no último domingo de janeiro, a procissão se realiza no leito do Rio São Francisco onde balsa, barcos lanchas e todo o tipo de embarcação enfeitadas tomam conta do leito do rio, a multidão se aglomera às margens do rio para ver a saída da procissão e fica à espera da mesma que sai em procura dos arcos da Ponte onde já está outra grande multidão na expectativa de saudar a imagem do Bom Jesus dos Navegantes com fitas de várias cores enfeitam o arco esquerdo da ponte que é o do lado da cidade, logo após a procissão segue para a cidade de Porto Real do Colégio e na volta, acontece a  popular queima de fogos dos mastros que dão todo o colorido no céu da cidade na disputa de quem mais se destaca. No passado áureo de Propriá, a embarcação que levava a imagem do Bom Jesus dos Navegantes era a canoa Marialva, hoje quem a leva são balsas alugadas que vêm da cidade alagoana de Penedo.
          Outra manifestação folclórica culinária de Propriá  que está vida é o doce de batata doce, que tem passado por várias gerações essa iguaria é feita em Propriá para todo o Brasil.
         O Encontro Cultural de Propriá que é outra manifestação que divulga a cultura de Propriá e toda região acontece geralmente no mês de janeiro.
O Folclore da cidade de Propriá está intimamente ligado ao Rio São Francisco, histórias de pescadores, culinária com base no arroz, além disso, vêm também pratos feitos à base de peixe.
            O Ponto Cruz é outra manifestação cultural que tem abrigo na terra propriaense, apesar dessa cultura está desaparecendo, as novas gerações não querem mais aprender a bordar como as mulheres do passado. Hoje existe uma feira de bordado atrás da Catedral no sábado pela manhã, onde mulheres da cidade de Cedro de São João expõem os produtos para a venda.

Fotos Muito Antigas da Cidade de Propriá



Hino da Cidade de Propriá - Sergipe



Propriá, oh estrela formosa!
Alcândor de lascivos madrigais
De Sergipe, és filha a famosa
No cultivo de seus arrozais
O teu céu de manhãs cor de rosa
Faz de ti um eterno fanal
Te adoramos princesa famosa
Do amor e da paz catedral

(Estribilho)

Teu futuro feliz haverá de ser
Do passado ostenta a glória (bis)
Teu elã é trabalho, cultura e saber
De lauréis, cobrirá tua história.


Se do sol, tens calor permanente
Do luar, tens beleza e poesia
Tuas noites confundem a gente
Quando é hora da Ave Maria
Se o teu São Francisco murmura
Sinfonia de sons magistrais
Teus barqueiros com alma e doçura
Vão cantando canções tropicais
(Estribilho)
Teu futuro feliz haverá de ser
Do passado ostenta a glória (bis)
Teu elã é trabalho, cultura e saber
De laureis cobrirá tua história

Letra e Música: OTÁVIO MENEZES
    

terça-feira, 20 de maio de 2014

A Cultura de Propriá-SE


Por Telmo Carlos de Oliveira
A cultura da Cidade de Propriá é vasta e arraigada na história da cidade. Ela é variada, apesar de estar em esquecimento, não se sabe quando surgiram as primeiras manifestações culturais dentro da sociedade propriaense, acredita-se que ela surgiu com os primeiros habitantes que se fixaram na região de Purupii. Sabemos e vivemos essa cultura e que ela é uma expressão do povo que habita a Princesinha do São Francisco. Dentro da cultura da cidade de Propriá se pode destacar;

Na culinária:
Os pratos feitos com o arroz visto que nesta cidade o arroz foi o carro chefe da economia no passado e a população usou esse grão para enriquecer as refeições diárias e em dias de celebrações. Temos como exemplo o cuscuz de arroz, o arroz- doce arroz de coco, arroz de leite. Dentre outros pratos à base do arroz.
O peixe também está ligado à culinária local visto que na cidade se tem a piscicultura como base da economia e em Propriá se prepara diversos tipos de pratos à base do peixe.
Temos também o doce de batata doce criado na cidade de onde se exporta para todo o Brasil.
A música da cidade tem vários nomes os quais se destacam em festividades locais e regionais, tais como: Gil Monte, Banzo, Wilson Nunes e bandas como “Old Times”, Bolerado, Oz Morenos e ainda um nome da música nordestina e nacional que esteve diversas vezes na cidade a convite do prefeito Pedro de Medeiros Chaves: Luiz Gonzaga que compôs até música em homenagem à cidade, e ainda não se pode esquecer de Octávio Menezes que compôs a letra e música do hino à cidade de Propriá.
Na Pintura, a cidade é berço de vários nomes projetados em nível nacional como: Florival Santos, Álvaro Santos, César di Osmar, Jocka, seu Antônio Januário que idealizou a Bandeira da cidade.
Na Escultura, destaca-se Seu Antônio Januário, Pinto Santeiro, Jocka dentre outros.
A cidade dispõe ainda de Arquitetos, Músicos, Professores em diversas áreas do conhecimento e diversos estabelecimentos de ensino, existem também vários profissionais da fotografia, dentre eles podemos destacar o senhor Gileno o qual teve destaque ao fotografar a cidade para a preparação do álbum de 150 anos da cidade, há também historiadores dentre eles podemos citar os professores Erasmo Rodrigues Teixeira, José Jussiêr Ferreira.
Nas manifestações populares existem festas dentre as quais a mais famosa nacionalmente é a festa do Bom Jesus dos Navegantes que em 2014 completou o I centenário e acontece sempre no último domingo de janeiro.
Existe também o trezenário de Santo Antônio que é o padroeiro da cidade que acontece do 1º dia do mês de junho e vai até o dia 13 do mesmo, geralmente nesse período as administrações realizam junto com a população o Forró do Comércio em Substituição ao antigo Forrópriá.
Em setembro de cada ano acontece em Propriá uma das maiores festas cívicas do interior sergipano, o Desfile cívico da Independência que faz com que as ruas principais da cidade se transformem em arquibancada para os espetáculos que cada escola traz.Nesta data há um verdadeiro espetáculo de diversas bandas marciais e de fanfarras tanto da cidade como também da região,havendo destaque para a banda do Colégio Polivalente a qual é comandada pelo Professor Elder Melo de Oliveira e equipe cada ano traz uma novidade pra avenida. O desfile começa em cada Escola das redes: Municipal Estadual e Particular de ensino  sai em desfile pelas avenidas da cidade e termina na Avenida Graccho Cardoso onde se desfaz depois da apreciação das autoridades da cidade.
No Mês de dezembro acontece na Praça de Santa Luzia o Trezenário de Santa Luzia, uma festa que se realiza todos os anos.
Algumas festas que já foram de grande destaque no calendário festivo da cidade hoje está em quase morte como, por exemplo, o carnaval que quase não existe em Propriá, neste período a população na sua grande parte viaja para curtirem essas festas em cidades como Neópolis, Aracaju etc.
Na Poesia, existem diversos nomes que se destacam como o poeta Rossimágne, Néviton José, Vânia BV, Vera Vilar, o saudoso poeta Etinho, Cálamo de Poesia, Gil Monte, dentre outros.No Encontro Cultural de Propriá que acontece todos os anos por ocasião da Festa do Bom Jesus dos Navegantes acontece também o Concurso de Poesia Falada de Propriá que congrega poetas de Propriá e de muitas cidades de Sergipe e Alagoas em 2014 aconteceu a sua 27ª edição.
Na Fotografia, destaca-se Augusto Santana, Newton, Betinho e Francisco.
O cinema em Propriá está em decadência. Hoje não há nenhum em funcionamento na cidade apesar de já ter existido três cinemas em funcionamento na cidade. O cine Propriá, O cine Veneza e o Cine Fernandes.
A Sociedade Recreativa “Cavalheiros da Noite” que foi um clube dançante nas noites da década de 1980 hoje não existe mais, as discotecas aconteciam num sobrado que fica ao lado do posto de gasolina na Avenida Graccho Cardoso.
No Artesanato, diversos nomes destacam-se nos diversos ramos do artesanato. Em Propriá se produz: artesanato em Ponto Cruz, Em Biscuit, em Crochê, em vidro, em telha, Pintura em Tecidos, em Palha, em renda etc.










quarta-feira, 24 de julho de 2013

A Bandeira de Propriá



A Bandeira de Propriá, foi criada no ano de 1978 por Antônio Batista Filho, conhecido artista plástico “Antônio Januário”, nascido em Propriá a 17 de novembro de 1929, desenhista. Pintor, entalhador e escultor, filho de Antônio Batista dos Santos e Etelvina Teixeira Santos, foi também o  criador do Brasão de Armas da Cidade de Porto Real do Colégio e do símbolo dos Escoteiros de Propriá,


A Bandeira  foi aprovada por unanimidade pelos vereadores da câmara Municipal de Propriá: José Augusto Seixas,Antônio Porfírio dos Santos,José Silva Oliveira,Moisés Barbosa Rabelo,Manoel Dias Gomes,Manoel Lito Feitosa Poderoso,Bernardo José de Almeida,Erasmo Rodrigues Teixeira, Wilson Kolming e Luis Fernandes dos Santos.



           Prescrição da Bandeira


A BANDEIRA de Propriá, representada por um BRASÃO, cujo desenho se vê em arcos, inspiração do Artista nos arcos da ponte que ficam do lado de Propriá.


 O BRASÃO, é cortado e truncado, dividindo o mesmo em 03 partes representando a estrutura gráfica de Propriá: Urubu de baixo,Urubu de cima, e Curral Falso.


UMA CANOA DE TOLDA, com os panos abertos no centro do Brasão, representando o fluxo comercial de Propriá a todo Baixo São Francisco, transporte existente na época, de um lado a canoa desce o rio, do outro lado da Bandeira a canoa sobe. A cidade de Propriá possuía as maiores canoas de Tolda do Baixo São Francisco como: a Canindé, a Marialva, a Muribeca, a Progresso, a Pirapora, a Salineira, etc.


HISTÓRIA DE DUAS CANOAS que ficaram como lembrança em nossa cidade pelo seu passado Marialva, que carregava a Imagem do Senhor de Bom Jesus dos Navegantes nas Festividades Religiosas e era considerada como a mais veloz do Baixo São Francisco. A Canindé conhecida pela sua potencialidade de peso carregava 1.200 sacos de 60 Kgs,Considerada a maior Canoa do Baixo São Francisco.


DUAS CHAMINÉS, simbolizando as nossas fábricas de beneficiar arroz.

CINCO ESTRELAS, representando o Cruzeiro do Sul em nosso céu árido e tropical como também (05) Povoados do Município de Propriá: São Miguel, Santa Cruz,Boa Esperança,Coité e São Vicente.


A PONTE, Exuberante com seus Arcos,marco do presente e futuro,criação geométrica da nossa engenharia.


A CORÔA, símbolo da cidade (prateada),desenhada em Arcos com (05) cinco Castelos,representando o Tiro de Guerra 06-016, Quartel de instrução dos nossos reservistas.Os quadrinhos da base,a nossa cerâmica.


DOIS CACHOS DE ARROZ fecham o Brasão com fita de emancipação em 07 de fevereiro de 1802 da Cidade de Propriá.


O PANO DA BANDEIRA BRANCO simboliza o arroz beneficiado.


Cedido Pela Secretaria Municipal de Cultura






quarta-feira, 17 de julho de 2013

Alguns Filhos Ilustres de Propriá




 
 
 
 
 
Existe outros Filhos Ilustres de Propriá que ainda não estão nesta lista mais com certeza, em breve aparecerão.